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Opiniar nao fere ninguem

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Novo endereço 

O Manuel Monteiro já está na nova morada, mais precisamente em duplom.blogs.sapo.pt, e já agora com novo nome Duplo-M

O melhor mesmo é seguirem o link

Duplo-m

sexta-feira, dezembro 05, 2003

Mudança 

Este blog vai mudar-se para um novo servidor dentro de dias, ou mesmo horas. Tal mudança deve-se ao facto de o Blogger além de já não ser nem de perto nem de longe o melhor servidor em termos de blogs, além do facto de estar extremamente inseguro, com falhas de segurança bastante graves, permitindo a qualquer pessoa com o mínimo de conhecimentos de informática entrar no blog de outra pessoa.
Desde já aviso que quando efectuar a mudança colocar aqui o link para todos quanto desejarem poderem acompanhar estas pequenas reflexões sobre o dia a dia...
Há, o servidor será o SAPO.

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Odete Santos no seu melhor 

Vi no outro diz dia um programa em que a Odete Santos ers estrela. Salvo erro o programa era na Sic Noticias e a repórter basicamente andava sempre atrás dela para todo o lado... Bem, mas isso não interessa ao caso, o que interessa para este post foi mais uma grande tirada dessa grande senhora do parlamento...
Eu sempre pensei que quando alguém do PC disse que a Coreia do Norte não era uma ditadura que tivesse existido alguma má interpretação das palavras desse homem, mas afinal não é que a Odete voltou a dizer que a Coreia do Norte e Cuba não eram uma ditadura... Mais, chegou a dizer através de palavreado politico que se tratavam de democracias.
Só faltava dizer que o povo é quem mais ordena...

Um exemplo do nosso ensino 

O sistema de ensino público em Portugal tem muitos e muitos exemplos positivos de qualidade, mas infelizmente os exemplos negativos são já a mais para um país que quer estar entre os melhores da Europa, e como todos sabemos assim não conseguiremos chegar lá. O exemplo sobre o qual vou falar exemplifica o porquê de não sermos dos melhores da Europa e o porquê dos estudantes não quererem pagar propinas.
Trata-se de um estabelecimento do ensino superior como muitos espalhados pelo país, onde entram todos os anos centenas de alunos, grande maioria com o objectivo de dar aulas no final do curso, visto este caso se passar numa Superior de Educação, não interessa o nome, pois como ela existem várias.
Esta instituição de ensino está dividida em dois pólos, um dos quais mais não é que um galinheiro adaptado para serem lá encaixados estudantes...
Um dos cursos tem no seu currículo, como grande parte dos outros, estágio integrado desde o primeiro ano. O estágio no primeiro ano passa por uma semana dedicada apenas ao estágio o qual se baseia apenas em observação, o segundo ano implica já uma semana de observação e outra de intervenção. No terceiro ano os alunos passam a dar aulas uma vez por semana ao longo de todo o ano, sendo que no quarto e último ano dão aulas dois dias por semana... Acontece que este estágio não é remunerado, mais, além de não ser remunerado o aluno não recebe nenhuma ajuda ou complemento á bolsa para pagar os materiais usados no estágio, nem muito menos nos bilhetes para os transportes públicos que os transportam para as escolas que chegam a ficar a 15 e 20 km de distância, isto para alunos muitas vezes deslocados das suas terras.
Se estas poucas linhas serviram apenas de exemplo para as condições que estes desgraçados têm para estudar...
Pior vem depois com os professores!
No último ano estes alunos têm que fazer a sua Monografia, isto é, o trabalho final de curso, que se quer de investigação, com componente prática e teórica, isto mesmo os professores sabendo que estes alunos não estão preparados para efectuar trabalhos de investigação, muitas vezes trabalhos que embora não tenham uma dimensão por ai além, são de uma complexidade muito superior á capacidade dos alunos. Além disso, os próprios professores não têm capacidade para coordenar os alunos e ajudá-los alcançar os seus objectivos.
Isto é patente num caso do qual tomei conhecimento esta semana.
Trata-se de duas alunas que estão a fazer a sua monografia sobre dois métodos de ensino completamente diferentes. Este seu trabalho implica a comparação dos dois sistemas, análise dos métodos e evolução de duas turmas, onde cada uma tem um dos dois métodos. Para constatar a evolução das duas turmas têm que realizar inquéritos aos alunos de cada turma, inquéritos estes que se querem científicos...
Assim e por conselho da professora as alunas entregaram no mês passado (duas semanas depois de terem iniciado os seu trabalho), os tais inquéritos baseavam-se em três problemas matemáticos retirados ao acaso de um manual escolar. Basicamente os tais inquéritos foram realizados sem nenhuma base cientifica, sem que as alunas tivessem consultado qualquer obra que as guia-se na realização dos inquéritos aos alunos...
Mais, esta desatenção foi aprovada e aconselhada pela professora que, entre outras normas da sua cadeira, obriga os aluno a entregarem a partir de Janeiro ou Fevereiro duas páginas da monografia por semana. Isto quer dizer que das duas uma, ou os alunos preparam um trabalho final de curso em menos de quatro meses (impossível), ou então irão entregar duas páginas por semana em versão final, de um trabalho que ainda não está finalizado e, em abono da verdade diga-se, por norma ainda nem sequer deveria ter começado a ser escrito...

Chamam a isto ensino. Eu podia dar mais alguns exemplos apenas deste curso, mas não dou, no entanto voltarei mais uma vez a este tema daqui a uns dias com exemplos de Universidades e ensino secundário.

A relva 

O senhor Pinto de Costa teve uma grande hipótese de estar calado a quando da questão da relva do Sporting. Ora, como é pela boca que morre o peixe o Senhor Pinto da Costa vê-se agora a braços com o mesmo problema e á custa disso ontem ainda se jogou nas Antas...

quinta-feira, novembro 27, 2003

Excerto de uma carta em circulação na internet 

Prezado(a) Senhor(a):
Cobertura ADSL a nível nacional

Estando certo do facto que esta carta nunca alcançará o objectivo para o qual foi criada, não me sentiria bem comigo próprio se não a escrevesse, pois sei que é uso e costume do povo português “comer e calar” e com esses usos e costumes a maioria do país ainda se encontra no século XX.
Sem dúvida alguma que o século XXI vai ser o século das novas tecnologias, o século em que o novo continente, a Internet, atingirá uma importância tal que quem quer que seja necessita de estar ligado a esse mundo para estar ligado ao mundo, tal como no século XX foi necessário ás pessoas estarem ligadas primeiro, ao rádio e depois á televisão. É uma nova revolução industrial que já começou e que Portugal deve agarrar com unhas e dentes se não quer ver repetida a história que o levou a atrasar-se em relação aos seus mais directos adversários.
E para quem vê televisão e lê os jornais, parece que Portugal está de facto a aproveitar a oportunidade, a traçar o próprio destino. Disso parecem ser sinal as noticias que nos dão conta da Internet sem fios no Parque das Nações, um projecto inovador a nível mundial, da elevada taxa de penetração da Internet de banda larga por cabo e ADSL nas casas dos portugueses. Disso parece ser sinal o facto das empresas sentirem necessidade de estarem presentes no mundo da Internet através de uma página web, da utilização da Internet para os portugueses efectuarem compras, pagamentos, etc..
Mas estes sinais são manhosos, fazem-nos crer que o país em que vivemos é todo igual independentemente da zona geográfica. Faz-nos crer que em Portugal só existem portugueses de primeira e que todos são tratados na medida do possível de igual para igual. Faz-nos acreditar que os portugueses que vivem no interior, por estarem naturalmente mais longe dos meios urbanos têm contrapartidas para fazer esbater essa e outras assimetrias. Faz-nos acreditar que quem quer criar uma empresa de novas tecnologias no interior, disso é capaz, pois a Internet está em todo o lado e assim a empresa também o estará. Faz-nos acreditar que um estudante pode enviar trabalhos, fazer download de programas informáticos, pode conferenciar em videoconferência com o professor que lhe coordena o trabalho final de curso mesmo não estando na cidade onde está localizada a sua Universidade, isto porque a Internet está em todo o lado… Faz-nos crer em muitas coisas que podem ser realidade em muitos países, mas não em Portugal
A verdade nua e crua é que enquanto no Parque das Nações em Lisboa já se pode estar ligado á Internet através de banda larga e sem fios na maior parte do país ainda nem se sabe o que é banda larga. A verdade é que nas zonas privilegiadas de Portugal, onde vivem portugueses de primeira, pode-se optar entre requisitar os serviços de um operador de banda larga por cabo ou por ADSL, enquanto que nas zonas onde vivem os portugueses de segunda tem que se fazer pressão com a Portugal Telecom para que a nossa ligação analógica a 30K não caia de três em três minutos. Esta é a nossa liberdade de escolha. A verdade é que enquanto os portugueses de primeira pagam 35 euros por um serviço de banda larga, os portugueses de segunda pagam 40 euros por mês para estarem ligados duas ou três horas por dia em ligações da idade da pedra, falando em calendário internetiano.
A verdade é que o país está a borrifar-se de alto para os portugueses de segunda. Nem mesmo os políticos que já foram portugueses de segunda se lembram dos seus antigos concidadãos. A grandeza sobe á cabeça e faz esquecer realidades vividas e entretanto esbatidas na memória. Só assim se percebe que, quando o país já tem banda larga por cabo nas zonas urbanas, na hora em que chega o ADSL a Portugal em vez de o começar a fazer chegar ás populações que ainda não têm Internet de banda larga se vá dar mais do mesmo a quem sempre teve e tem tudo quanto o país tem para dar…
A verdade é que nos temos que conformar com esta e outras situações que nos fazem lembrar que se queremos ser alguém, se queremos estar no século XXI, então é melhor contribuir para a desertificação do interior e ir para as grandes cidades.
É por isso que eu já não peço a ninguém que faça chegar o ADSL ao interior, nem sequer peço ao governo que pague as chamadas de dados analógicas a quem não dispõem de banda larga, nem sequer peço que instalem este ou aquele serviço, esta ou aquela infra-estrutura de modo a dar vontade ás pessoas de ficar na sua terra natal, ou de regressar ás suas origens. Sei que isso de nada vale porque todos se borrifam de alto para esta situação, sei que todos falam em esbater assimetrias mas a verdade é que quem bem fala nunca as sentiu na pele…
A realidade é dura e crua. O governo oferece subsídios, reduções nos impostos, as câmaras oferecem terrenos, oferecem tudo e mais alguma coisa para uma empresa se fixar no interior, mas a verdade é que algumas não querem nada disso, quereriam apenas as mesmas condições de que dispõem no litoral, ADSL incluída.
Sei que esta carta nunca valerá de nada, sei que nunca será lida por quem deveria ser lida, talvez apenas por um assistente de assistente de assistente de secretário de secretário de estado do ministro “não sei quantos”, mas a verdade é que se chegaram a esta parte vão ainda ler o que tenho para dizer a seguir.
Meus senhores, aprendam algumas coisas com a história, Portugal só foi o que foi porque alguém teve visão para além do seu estomago, observou á sua volta e viu de que o país necessitava. De inicio ninguém queria encontrar novas terras, apenas queriam resolver os problemas do país a longo prazo, animá-lo economicamente. Olhem para trás, e sintam vergonha do que fazem todos os dias ao nosso país, sintam vergonha por terem estudos superiores e terem sido ultrapassados por mercadores do século XIV… Sintam vergonha por não fazerem o que lhes é pedido, e principalmente, sintam vergonha por não fazerem de Portugal aquilo que merece e que já foi…
Sei que esta carta de nada valerá, mas a verdade é que pelo menos tenho a consciência tranquila de que tentei fazer algo e continuo a tentar a fazer algo pelo meu país, e se mais não faço é porque quem manda nele não me dá condições para tal…

quarta-feira, novembro 26, 2003

Parlamento hipócrita 

Porque raio é que quando um deputado ao discursar refere ideias com as quais toda a gente concorda, ou pelo menos mais pessoas do que aquelas que compõem a sua bancada, e os membros do seu partido aplaudem os outros deputados que comungam das mesmas ideias não aplaudem e ficam calados????

Taça da América 

Já se sabe que a Taça da América não vem para Portugal, pois mais uma vez quem ficou com os Louros foram os nossos irmãos Espanhóis... Claro que agora se procuram responsabilidades por este fracasso, e sinceramente só consigo atribuir a dois factores. O primeiro e mais significativo na minha opinião prende-se com o poder econômico espanhol, que comparado com o Português está vários patamares a cima. O segundo é o mais revoltante. Todos os órgãos de comunicação social referiram ao longo dos últimos dias e semana que o facto de existir uma grande contestação ao evento pela parte dos pescadores portugueses era um factor bastante negativo em relação à nossa candidatura...
É certo que os pescadores tinham razão, tal como tinham os pescadores valencianos que se encontravam na mesma situação que os portugueses, no entanto estes últimos sabiam o que poderia significar para eles e para a cidade a organização de um evento desportivo como este. Assim, enquanto os espanhóis se calaram ou então os meios de comunicação social não lhes prestavam grandes atenções, em Portugal os nossos homens do mar logo moveram mundos e fundos, ameaçaram com acções de protesto a decorrer durante a prova, etc., etc., e por trás logo vieram os meios de comunicação social a aumentarem ainda mais os ecos dessas acções irresponsáveis...
Caso não saibam, e muita gente não o sabe (pescadores incluídos) a Taça da América é de longe, um evento desportivo mais importante que o campeonato da Europa de futebol, visto por muitas mais pessoas, que dura (só a prova) um ano e trás turismo daquele que se quer em Portugal (rico)...
Mais uma vez, colocamos os nossos interesses particulares à frente dos interesses do país e com isso perdemos uma grande oportunidade para promovermos o nosso Portugal e a nossa economia...

Ps- O governo também reagiu tarde e a más horas à contestação... Deviam estar a dormir

terça-feira, novembro 25, 2003

Pacto de estabilidade 

Era sabido que o pacto de estabilidade, do qual eu sou um apoiante dos seus princípios, estava perto da morte e ele acabou por cair hoje de noite...
É estranho como o país que mais lutou pela criação do pacto de estabilidade foi um dos primeiros a mandar borrifar o mesmo. Refiro-me à Alemanha, que quando lhe deu jeito defendeu a criação do pacto, agora que não lhe dá jeito arranja uma maneira de se ver livre dele...
Em Portugal logo se levantaram vozes a reclamar a ideia de que este é o derradeiro sinal de que Portugal também deveria mandar o pacto ás urtigas, no entanto a questão não é assim tão simples, pois que eu saiba a Alemanha está em crise há três anos edurante esses três anos não cumpriu o pacto de estabilidade, no entanto, tal não fez com que os efeitos fossem atenuados. Porque se o foram então ainda gostaria de saber o que seria da taxa de desemprego alemã há um ano quando ela andava nos 10%.
Portugal tentando cumprir o tal estúpido pacto (ás vezes chama-se estúpido ou o mais estúpido ao que não se deve) tem aguentado a sua taxa de desemprego à volta dos seis por cento, sendo certo que deverá ainda subir possivelmente cerca de 1% em relação aos números actuais...
Mais, por muito que as vozes da desgraça digam o contrário, o facto do pacto ter sido morto e enterrado terá mais consequências para a Europa no seu todo do que em Portugal em particular... O acontecimento de hoje pode simplesmente abrir mais um cisma na Europa, visto a comissão europeia não ter ficado (e com razão) nada contente com esta decisão e está neste momento a ponderar a hipótese de levar o caso para o tribunal europeu.
Mais, esta decisão pode lançar um clima de desconfiança no Euro, tendo em conta que acordos celebrados com o objectivo de credibilizar o Euro são deitados ao lixo conforme as necessidades de cada um dos poderosos...

Violência doméstica 

É verdade e eu sei-o muito bem, que a maior parte da violência doméstica em Portugal tem como vitimas as mulheres, mas por vezes os homens também sofrem, e eu conheço casos em que tal acontece...
Porém fiquei parvo com a noticia que vi no Portugal Diário que referia o facto de nos Açores os homens constituirem cerca de 24% (salvo erro) das vitimas de violência doméstica...
Creio que não se trata de algo que não se passava no passado, mas sim uma realidade escondida devido a orgulho durante muitos anos...

segunda-feira, novembro 24, 2003

A TVI de vez em quando acerta 

Já foi á muito tempo que eu enviei um mail para alguns orgãos de informação a denunciar as condições miseráveis em que os estudantes da Universidade de Coimbra estudavam e viviam. Pedia a esses orgãos de comunicação social também, para que elaborassem uma reportagem sobre essas mesmas condições, tal como sobre as burlas e fraudes que existem na atribuição das bolsas, algumas delas com conhecimento dos serviços sociais, mas a esmagadora maioria simplesmente porque as pessoas netregam documentos e declarações de rendimentos falsos ou "arranjados".
Ora, nunca vi nenhum desses meios de comunicação social a fazer o que eu pedi, no entanto, e passado muito tempo a TVI mostrou á dias uma reportagem em que o Vitor Hugo (presidente da AAC) mostrava as condições da universidade em si...

Por uma vez a TVI acertou

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